Seja Bem Vindo

terça-feira, 29 de abril de 2014

O planeta água pede socorro

Diversos Geólogos e Geógrafos divulgam estudos onde chamam a atenção para o desperdício desenfreado que poderá acarretar em um fim prematuro da água doce que conhecemos no planeta. Atualmente, este perigo é real. É uma questão de guerra e de paz, segundo Ismail Serageldin, chefe da Comissão Mundial de Água para o Século 21 e vice-presidente de pro­gramas especiais do Banco Mundial, que afirma: “Guerras do século 21 serão travadas por causa de água.” Nessa perspectiva, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou uma nota com uma previsão de que até 2050, aproximadamente 45% da população não terá a quantidade mínima de água necessária para a vida. Segundo João Lotufo, diretor da Agência Nacional de Águas, “A água vai ficar cada vez mais cara”. A tendência é buscar cada vez mais longe, o que vai demandar mais recursos para atender uma população crescente.


Apoiada nesta pesquisa, a ONU revelou que cerca de um bilhão de pessoas não têm acesso à água potável e outros dois bilhões não conseguem água adequada para beber, lavar-se e comer, ou seja, vitais a vida. Pelos cálculos, cada pessoa necessita de cinco litros diários de água para sobreviver em um clima moderado, e no mínimo 50 litros por dia para beber, cozinhar, banhar-se e usar em higiene.
É considerado “escassez de água” a disponibi­lidade de menos de mil metros cúbicos anuais de água doce para cada pessoa. Essa medida põe cerca de metade da população mundial em países nesta situação. O consumo doméstico representa 9% do consumo total, as indústrias consomem 22% e a agricultura, 69%. Alem disso 2/3 deste total vivem na verdadeira miséria, reve­lando que a renda per capita tem relação direta. Foi apontado também que a escassez é respon­sável pela morte, a cada ano, de 11 milhões de crianças com menos de cinco anos, causada por doenças e má nutrição, pela fome crônica de cerca de 1 bilhão de pessoas, pela “insegurança alimentar” que, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), acomete 2 bilhões de pessoas, cuja nutrição não é considerada adequada para uma “vida ativa e saudável”, e por fim, ajudar a manter mais de 60 milhões de crianças longe da escola. Especial­istas anteveem que, se nada for feito, bilhões de indivíduos se juntarão aos que já sofrem com a falta d’água. Só para atender à produção de alimentos, o Banco Mundial estima que o consumo aumentará 50% por volta de 2030.

O Combustível do século XXI


É curiosa uma matéria vinculada ao site da revista Veja e assinada por Jones Rossi, citando o bilionário empresário americano T. Boone Pickens, dono de uma imensa quantidade de terra situa­da sobre o maior aquífero da América do Norte, no Texas, que resolveu abas­tecer Dallas e sua região metropolitana com a água de sua fazenda (no Texas, a lei que gere os recursos hídricos de­termina que somente a água localiza­da na superfície seja propriedade do estado; o que está abaixo pertence ao dono do terreno). O projeto previa um investimento de 1,5 bilhão de dólares para a con­strução de uma tubulação que levasse a água até Dallas. “A água é o novo petróleo”, declarou Pick­ens. “Em 2008, o projeto foi suspenso pelo alto custo da tubulação, mas este ano Pickens fechou um acordo vendendo o direito sobre as águas por 103 milhões de dólares.” (http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/as-batalhas-da-agua).

A água é o novo petróleo” T. Boone Pickens


A má gestão preocupa


Diversos fatores tornam a situação pior, como o crescimento populacional, aliado a necessidade de abastecer as pessoas, no qual o aquecimento global só vem agravar, pois fizeram o consumo de água subir cerca de seis vezes nas últimas cinco décadas. A questão da má gestão da água também preocupa. A maioria das pessoas tem uma crença de que a água é um “bem comum” e não pertence a ninguém em especial. Quando um agricultor desvia parte do fluxo do rio próximo para irrigar sua plantação, o cidadão quando vai lavar a calçada com mangueira ou deixar a torneira aberta enquanto escova os den­tes, pode não ter uma noção da gravidade da situa­ção, porque não vai pagar nada ou pouco por isso.  A grande questão é que o baixo custo do serviço incenti­va o desperdício e desestimula investimentos na área.

Terceira guerra mundial?


Por fim, existe a ameaça cada vez maior de con­flitos pela posse de água. Segundo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, a guerra em Darfur (Sudão), que já levou à morte mais de 200 mil pessoas, começou com uma “crise ecológica pro­vocada por uma alteração climática”. Um estudo publicado na revista Nature pelo Instituto da Terra da Universidade de Columbia, nos Esta­dos Unidos, mostra a relação entre a escassez de água e guerra. Analisando o fenômeno El Niño, que em ciclos de três a sete anos provoca au­mento na temperatura e diminuição no volume de chuvas, os pesquisadores descobriram que, nos 90 países tropicais afetados pelo fenôme­no climático entre 1950 e 2004, o risco de uma guerra civil dobrou, passando de 3% para 6%. “Claro que, sozinha, a falta de água não causa as guerras. Há fatores sociais, políticos e econômi­cos que devem ser levados em conta”, diz Mark Cane, cientista especializado em clima da Co­lumbia. “Mas onde há tensões latentes, o cli­ma pode ser a fagulha que faltava”, completa.

Um estudo publicado na revista Nature pelo In­stituto da Terra da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mostra a relação entre a escassez de água e guerra. Analisando o fenô­meno El Niño, que em ciclos de três a sete anos provoca aumento na temperatura e diminuição no volume de chuvas, os pesquisadores desco­briram que, nos 90 países tropicais afetados pelo fenômeno climático entre 1950 e 2004, o risco de uma guerra civil dobrou, passando de 3% para 6%. “Claro que, sozinha, a falta de água não causa as guerras. Há fatores sociais, políticos e econômicos que devem ser levados em conta”, diz Mark Cane, cientista especializado em clima da Columbia. “Mas onde há tensões latentes, o clima pode ser a fagulha que faltava”, completa.

A desigualdade social


Se a água adquiriu tamanho valor, por que conti­nua a ser desperdiçado? O primeiro motivo é ób­vio: quem tem dinheiro consegue a preferência. Países ricos em petróleo no Golfo Pérsico possuem usinas de dessalinização, enquanto os palestinos sofrem com a água escassa. O rico sul da Califór­nia e Las Vegas estão em áreas desérticas, mas ostentam inúmeras piscinas e fontes. Enquanto a população de Amã sofre com o racionamento de água, os turistas hospedados nos principais hotéis da cidade não têm restrição alguma de consumo. O terceiro motivo está nos subsídios dos países ricos a seus agricultores, cuja produção de grãos, assim impulsionada, origina estoques gigantes­cos a preços mais baixos. Por fim, há uma evidente desproporção entre o que é extraído e o volume de reposição disponível, sobretudo a partir do sé­culo passado. O surgimento de poderosas bom­bas de sucção, na segunda metade do século 20, piorou ainda mais a situação. O resultado disso é a queda substancial dos estoques de água em importantes regiões agrícolas. Segundo a ONU, o número de peixes de água doce caiu 50% en­tre 1970 e 2000. De acordo com especialistas, a quantidade de água doce na Terra que não está presa nas geleiras da Antártida e da Groenlândia é de cerca de 10 milhões de quilômetros cúbicos, transitando entre a atmosfera e a terra, em ciclos de evaporação e precipitação, e encontráveis em depósitos como rios, lagos, glaciares, aquíferos subterrâneos e pântanos e essa pequena fração do todo é mais do que suficiente para abas­tecer os 6,5 bilhões de habitantes do planeta.

Todos os terrestres pre­cisam de apenas 8.000 km3 de água anual­mente para a sobre­vivência

Soluções possíveis


No meio de tanto caos, surgem algumas soluções. Precificar adequadamente a água e torna-la aces­sível, uma maior eficiência doméstica, onde me­didas simples ajudam bastante na redução do consumo é um grande exemplo. Uma torneira gotejando desperdiça 1.380 litros por mês. Um bu­raco de dois milímetros no encanamento causa o vazamento de 3.200 litros por dia. Podemos citar também a eficiência na agricultura. Há três caminhos principais a seguir: conseguir versões de sementes aptas a crescer em ambientes mais secos e salga­dos, melhorar o desempenho da irrigação e trocar culturas, plantando veg­etais mais com­patíveis com o atual estado da terra e do clima. Outra solução seria o reaproveitamento: O potencial do reaproveitamento de água é gigantesco. Para se ter uma ideia, é possível até tornar potável a água poluída por dejetos. Um grande exem­plo são os moradores do rico condado de Or­ange, no sul da Califórnia que consomem água reaproveitada de esgoto desde a década de 1970.
Uma forma que gera alto custo, mas muito eficaz é a dessalinização. Essa alternativa onerosa fica viável em países com estoques de água precários. Por fim, podemos seguir algumas técnicas tradi­cionais. Alguns métodos usados antigamente permanecem atualíssimos: replantar árvores, em especial perto de mananciais; arrancar árvores exóticas cuja sobrevivência exija muita água; coletar água da chuva com lagos e tanques; erguer muros de pedra para conter a erosão.

A esperança existe


Pelo menos parte dessas alternativas está sendo adotada ao redor do mundo. Mas há obstáculos ainda consideráveis a superar. A pobreza é um deles. A visão da água como um bem barato ou gratuito ainda está arraigada em muitos lugares, e vários agricultores relutam em rever suas cul­turas e métodos de plantio. Assim, forma-se um cenário de certo modo similar ao do aquecimen­to global: o diagnóstico existe e está bem-feito, mas as medidas para resolver o problema tar­dam a ser tomadas – e a demora pode nos custar muito caro. O biogeógrafo norte-americano Jar­ed Diamond, autor de Colapso – como as socie­dades escolhem o sucesso ou o fracasso (Editora Record), afirma que as sociedades que perdura­ram tinham uma visão de longo prazo e mostra­vam flexibilidade e força de vontade para mudar seus valores quando eles não lhes serviam mais.


0 comentários:

Postar um comentário

Amor e Fúria



Tudo, algum dia, há de se transpor: Fúria é desejo, agressividade, paixão, impetuosidade... Raiva é ódio, rancor, mágoa, decepção...Fúria é perseverança, fé, indignação.


Ninguém pode parar a fúria de um homem e é através dela que podemos transformar.

A raiva é burra, cega e covarde e envenena.

Fúria é coragem, força... É luta!

No coração de todo homem não pode faltar amor e fúria... Transgredir é fúria... E sigo de espada, escudo, sobre o meu cavalo, contra o vento pelo mundo fazendo o meu tempo.

A maior capacidade que o ser humano pode ter é a de se enfurecer e reagir.

Eu quero a fúria na ponta da pena na forma mais eficaz de atingir corações e mentes...

Podemos contar a mesma história de muitas formas ou fazer a mesma, de uma forma só, com amor e fúria. Tudo, algum dia, há de se transpor: Fúria é desejo, agressividade, paixão, impetuosidade...


Raiva é ódio, rancor, mágoa, decepção...

Fúria é perseverança, fé, indignação.

Ninguém pode parar a fúria de um homem e é através dela que podemos transformar.

A raiva é burra, cega e covarde e envenena.

Fúria é coragem, força... É luta!


No coração de todo homem não pode faltar amor e fúria... Transgredir é fúria... E sigo de espada, escudo, sobre o meu cavalo, contra o vento pelo mundo fazendo o meu tempo.

A maior capacidade que o ser humano pode ter é a de se enfurecer e reagir.

Eu quero a fúria na ponta da pena na forma mais eficaz de atingir corações e mentes...

Podemos contar a mesma história de muitas formas ou fazer a mesma, de uma forma só, com amor e fúria.

Alexandre Lima

Total de visualizações de página

Archives

Feeds

Login Form

Qual será resultado do Brasil na Copa do Mundo de 2014?

Tecnologia do Blogger.

Que tal um bom livro?

Que tal um bom livro?
A Vaga É Sua

Um bom filme?

Um bom filme?
Flores de Aço (2014)

O Tempo Agora

Veja também