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quinta-feira, 13 de março de 2014

Na Contramão da Folia


Não só de plumas, paetês, confetes e serpentinas vivem os brasileiros. A violência, a religião e os compromissos profissionais são alguns dos motivos que levam algumas pessoas se manter distantes da maior festa folclórica do país. Mas engana-se quem pensa que exista uma dose de desmotivação entre elas.



Faz tempo que Sandra Barreto, 52 anos, mudou sua rotina no feriado carnavalesco. Se antes “pulava o
Sandra Barreto em retiro espirítual
carnaval a noite inteira”, hoje sua diversão é bem diferente. Há mais de 30 anos Sandra não participa da folia, preferindo passar a data em retiro espiritual, um encontro entre membros da igreja para momentos de oração e confraternização: “Eu me converti ao protestantismo, sou evangélica e nesse período nos retiramos para orar e buscar a Deus, e nos divertir também”, afirma. E ela ainda completa: “É muito divertido. Tem piscina, gincanas, futebol, peças teatrais e o tradicional churrasco”. A violência é um dos fatores que pesam nesta decisão. A também evangélica, Kelly Cristina, de 43 anos, justifica a insegurança:



Não gosto do carnaval, pois tem muitas bebedeiras, brigas e mortes


Luciane Rodrigues prefere os estudos.
A correria do dia a dia é uma das preocupações de Luciane Rodrigues, de 45 anos, Estudante do 6° período de Jornalismo, que se divide entre o trabalho e os estudos: “Não gosto dessa agitação do carnaval. Não curto essa época. Sou uma pessoa caseira. Não tenho nada contra quem gosta e curte desfilar em blocos e escolas de samba. É uma forma de distração, mas minha natureza é dada ao sossego”. Ela diz que aproveitou o período para descansar das atividades acadêmicas, mas não do trabalho. “Foi satisfatório, pois pude passar com minha família e adiantar os estudos das matérias da faculdade”, finaliza Luciane, que é Enfermeira em um grande hospital da cidade. A mesma dedicação é compartilhada por Tatiane Barreto, 29 anos, estudante do 2º período de Comunicação Social, que aproveitou o tempo livre para também se dedicar aos estudos. Ela conta que prefere ficar longe do Carnaval e afirma não se importar com a sua escolha: “Não me incomodo com a posição que tenho sobre o feriado. No próximo carnaval continuarei mantendo os mesmos pensamentos”.

Enquanto a festa não acaba, muitos profissionais trabalham para que os foliões possam se divertir. A
Carmen Peixoto profissional de maquiagem.
Maquiadora Carmem Peixoto, de 57 anos, profissional autônoma, afirma que nesta época surgem muitos trabalhos, o que a impede de aproveitar a folia. Mesmo distante, ela lamenta: “Eu curto a arte do carnaval em todos os sentidos. As propostas são lindas e é admiravelmente espetacular. Fora que só no Brasil temos este espetáculo e que faz parte da nossa cultura”. Mas apesar de tudo, ela afirma que é compensada pelo trabalho: “É gratificante, porque meu trabalho envolve arte”.  Ainda existem aqueles profissionais que precisam correr atrás das informações e cobrir todos os detalhes da folia. Um exemplo é a Jornalista e Redatora Karina Fernandes, de 32 anos. Trabalhando intensamente em um grande jornal carioca, ela não pôde se divertir, mas já sabe o que fazer no próximo Carnaval: “Pretendo curtir mais e ainda desfilar na Marquês de Sapucaí”.

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Amor e Fúria



Tudo, algum dia, há de se transpor: Fúria é desejo, agressividade, paixão, impetuosidade... Raiva é ódio, rancor, mágoa, decepção...Fúria é perseverança, fé, indignação.


Ninguém pode parar a fúria de um homem e é através dela que podemos transformar.

A raiva é burra, cega e covarde e envenena.

Fúria é coragem, força... É luta!

No coração de todo homem não pode faltar amor e fúria... Transgredir é fúria... E sigo de espada, escudo, sobre o meu cavalo, contra o vento pelo mundo fazendo o meu tempo.

A maior capacidade que o ser humano pode ter é a de se enfurecer e reagir.

Eu quero a fúria na ponta da pena na forma mais eficaz de atingir corações e mentes...

Podemos contar a mesma história de muitas formas ou fazer a mesma, de uma forma só, com amor e fúria. Tudo, algum dia, há de se transpor: Fúria é desejo, agressividade, paixão, impetuosidade...


Raiva é ódio, rancor, mágoa, decepção...

Fúria é perseverança, fé, indignação.

Ninguém pode parar a fúria de um homem e é através dela que podemos transformar.

A raiva é burra, cega e covarde e envenena.

Fúria é coragem, força... É luta!


No coração de todo homem não pode faltar amor e fúria... Transgredir é fúria... E sigo de espada, escudo, sobre o meu cavalo, contra o vento pelo mundo fazendo o meu tempo.

A maior capacidade que o ser humano pode ter é a de se enfurecer e reagir.

Eu quero a fúria na ponta da pena na forma mais eficaz de atingir corações e mentes...

Podemos contar a mesma história de muitas formas ou fazer a mesma, de uma forma só, com amor e fúria.

Alexandre Lima

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