Seja Bem Vindo
Eu e o Zé Dirceu
Quando ouvi falar de Zé Dirceu pela primeira vez,
ele surgiu para mim como uma figura heroica, um mártir. Era 1989 e eu estava lendo “1968 O ano que não terminou” do Zuenir. No livro Dirceu era um líder estudantil, uma daquelas muitas lideranças que lutavam contra a ditadura. Junto com Wladimir Palmeira, eram os dois maiores nomes do movimento estudantil da época. Ele em Sampa e Wladimir no Rio... Hoje relendo o livro, percebo que muito do meu fascínio, se deve a pena do autor, que romanceou os anos de chumbo, período negro da nossa história. Momento em que José Dirceu aparece para comandar a UNE no enfrentamento contra o regime... Na época o então estudante secundário, anarquista de plantão e amante de Rock and roll, ficou apaixonado pela história dos garotos que pegaram em armas e enfrentaram a ditadura militar.
Ali nasceu meu interesse pela política, pela MPB e muito das minhas influências, naquele mesmo ano votei pela primeira vez: Lula pra presidente!!! E só não me tornei comunista, por que tinha medo de perder o acesso a tantas coisas boas que a cultura pop americana e capitalista me trazia e que no caso de uma mudança de sistema no Brasil, provavelmente eu não os teria mais... E ficava pensando como vivem em Cuba sem Elvis, Beatles, Poe, keruac e Spilberg? E argumentava com meus amigos: então vai pra Russia, lá não tem Jazz, nem Clash, Wood Allen ou David Bowie...
Os anos passaram e aquela imagem que criei do Zé me acompanhou por todo esse período, afinal o PT - partido do nosso amigo – só chegaria à presidência em 2002. Já naquele momento a interrogação era grande. O poder a qualquer preço, que levou o partido dos trabalhadores a fazerem alianças escusas com políticos, empresários e agremiações de perfil duvidoso e que não ia de encontro à história do partido, Deixou muita gente com um pé atrás. Zé Dirceu, então eleito deputado federal, virou chefe da casa civil, tornou-se arrogante e ladrão, manchou sua história, comprometeu um dos partidos, até ali, mais íntegros que havia conhecido, comprometeu a minha confiança nos políticos... A minha admiração virou decepção e aquela grande aventura que havia lido anos atrás, hoje releio para rever a minha própria história, que como a de qualquer pessoa, foi construída com alguns equívocos... O que não significa que me tornei um tolo, se ontem nutria tanta estima por homens como Fidel, Lennin, Stallin ou o Zé, hoje o meu censo de justiça liberta meu coração e me faz entender que ditadores, assassinos e ladrões precisam de punição
Amor e Fúria
![]() |
Tudo, algum dia, há de se transpor: Fúria é desejo, agressividade, paixão, impetuosidade... Raiva é ódio, rancor, mágoa, decepção...Fúria é perseverança, fé, indignação. |
Ninguém pode parar a fúria de um homem e é através dela que podemos transformar.
A raiva é burra, cega e covarde e envenena.
Fúria é coragem, força... É luta!
No coração de todo homem não pode faltar amor e fúria... Transgredir é fúria... E sigo de espada, escudo, sobre o meu cavalo, contra o vento pelo mundo fazendo o meu tempo.
A maior capacidade que o ser humano pode ter é a de se enfurecer e reagir.
Eu quero a fúria na ponta da pena na forma mais eficaz de atingir corações e mentes...
Podemos contar a mesma história de muitas formas ou fazer a mesma, de uma forma só, com amor e fúria. Tudo, algum dia, há de se transpor: Fúria é desejo, agressividade, paixão, impetuosidade...
Raiva é ódio, rancor, mágoa, decepção...
Fúria é perseverança, fé, indignação.
Ninguém pode parar a fúria de um homem e é através dela que podemos transformar.
A raiva é burra, cega e covarde e envenena.
Fúria é coragem, força... É luta!
No coração de todo homem não pode faltar amor e fúria... Transgredir é fúria... E sigo de espada, escudo, sobre o meu cavalo, contra o vento pelo mundo fazendo o meu tempo.
A maior capacidade que o ser humano pode ter é a de se enfurecer e reagir.
Eu quero a fúria na ponta da pena na forma mais eficaz de atingir corações e mentes...
Podemos contar a mesma história de muitas formas ou fazer a mesma, de uma forma só, com amor e fúria.
Alexandre Lima

Muito bom...
ResponderExcluirComo já te falei, Alexandre Lima, a culpa do mensalão é do Gabeira: quem mandou trocar o embaixador americano pelo José Dirceu? Rsrsrs. Bjs, Alissandar
ResponderExcluirCurioso é imaginar que agora eu quero esse homem preso
ResponderExcluir